Viajar grávida ou com recém nascido faz mal para o bebê?

Roberta Franci, da Resolvvi Escrito por Roberta Franci, da Resolvviem 23 de maio de 2019
Viajar grávida ou com recém nascido faz mal para o bebê?

Grávida pode viajar de avião? Ou com bebê recém nascido? Confira, neste artigo, tudo sobre esse assunto. Veja!

A gravidez deve ser encarada pela mulher com naturalidade. Claro que demanda cuidados médicos, mas ela não impede a gestante de realizar suas atividades normais. Inclusive, viajar grávida de avião não é um problema, como muitas mulheres pensam, assim como a viagem com recém nascido. Listamos algumas considerações sobre essas situações para que você viaje tranquila, vem com a gente!

Posso viajar grávida?

A resposta curta é “sim”. Não há nenhum problema em viajar grávida. Os trajetos realizados pelo avião não aumentam o risco para o bebê, nem precipitam o parto. Porém, as viagens muito longas podem ser muito desconfortáveis para a gestante que já está no último trimestre, devido ao peso da barriga. Além disso, existem algumas recomendações e restrições.

Recomendações e restrições

A gestante que goza de boa saúde e que não apresentou problemas em sua gravidez pode viajar de avião sem necessidade de atestado médico. Entretanto, a primeira medida que a mulher deve tomar para viajar grávida é conversar com seu obstetra.

Além disso, algumas companhias aéreas possuem restrições para a passageira viajar grávida. Veja as dicas e as solicitações:

  • Até a 27ª semana de gestação (fim do 2º trimestre): não há necessidade de atestado. Para a Gol, no caso de gravidez múltipla, a regra vale até a 25ª semana.
  • Entre a 28ª e a 36ª semana de gestação (ou da 26ª a 31ª semana, em caso de gravidez múltipla): necessária apresentação de atestado médico (Latam e Azul) ou declaração de responsabilidade (Gol).
  • A partir da 36ª semana de gestação: envio prévio de atestado médico ou formulário próprio da companhia aérea para análise da equipe médica aeroespacial. Se a gravidez for múltipla, essa recomendação vale a partir da 32ª semana.
  • Para a GOL e a Azul, as gestantes a partir da 38ª semana de gestação só poderão viajar acompanhadas pelo médico responsável.
  • Não se recomenda a viagem anterior a sete dias do parto ou na semana seguinte de sua realização.
  • Uma dica boa é viajar próximo à asa, região do avião em que há maior estabilidade.
  • Em viagens longas, a grávida deve se levantar a cada duas horas, uma vez que possui maior risco de trombose.

O atestado médico deve ser recente, sendo que cada companhia estabelece o prazo máximo de emissão (em geral, de 7 a 30 dias). Ele deve informar origem e destino, data e horário de embarque e desembarque, tempo máximo de voo, estimativa do nascimento do bebê e idade gestacional. O médico deve autorizar expressamente a viagem de avião mediante parecer.

Melhor período para viajar

O melhor período para viajar grávida é o segundo trimestre. Nos primeiros três meses, há um risco maior de a mulher sofrer aborto espontâneo. Além disso, é mais comum que sinta mal-estar, como queda de pressão, enjoo e intolerância a alguns cheiros.

No segundo trimestre, em especial entre a 18ª e 24ª semana, já não há mal-estar, o risco de aborto diminui, e a grávida já retoma o apetite. Não há qualquer restrição de destino, uma vez que a barriga ainda não cresceu o suficiente para causar dores.

No terceiro, a proximidade com o nascimento e as variações de humor podem atrapalhar. Melhor evitar.

O avião faz mal para o recém nascido?

A recomendação geral a respeito da viagem com recém nascido é que se aguarde pelo menos 48 horas para realizá-la. O ideal é que se aguarde 7 dias, uma vez que as mudanças de pressão pode causar incômodos. Porém, a mamãe deve considerar que o recém-nascido ainda não possui todas as defesas imunológicas que um bebê um pouco mais velho. Para aquelas que não tem urgência de viajar, esperar um pouco é indicado.

Médicos indicam que as mães mantenham o bebê hidratado antes e depois do voo, uma vez que ele é mais suscetível à desidratação.

Tomando as precauções necessárias, não há problema em se fazer uma viagem grávida nem uma viagem com recém nascido. Outras situações, como o voo cancelado podem gerar maior desconforto e, consequentemente, indenizações maiores.

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2 Comentários

  1. Avatar Marcela disse:

    Eu gosto muito de viajar conhecer novos horizontes, muito obrigado pelo o artigo mim ajudou mesmo. Acho muito bacana seu site