Quando vamos voltar a viajar: cenário do mercado de turismo e viagens

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Exija seus direitos sem sair de casa

Diante de uma crise sem precedentes, o setor turístico já enfrenta muitos desafios. Mas o que se pode esperar para o turismo pós-quarentena?

Segundo os principais portais de viagens, o setor é considerado um dos mais afetados pela crise do Covid-19, a doença causada pelo Coronavírus.

Apesar disso, você pode ter se perguntado: quando vamos voltar a viajar?

Por isso, trouxemos algumas avaliações e suposições do que pode acontecer nos próximos meses para o turismo no Brasil e no mundo.

Quer saber quando vamos voltar a viajar? Acompanhe a leitura.

O impacto do Coronavírus

Com o severo impacto do Coronavírus no turismo mundial, desde companhias aéreas gigantes de mercado até pequenas agências de turismo local, as avaliações de especialistas de área consideram a crise com dano superior ao 11 de setembro.

Em comunicado oficial, a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA, do inglês), revelou que houve uma perda de US$ 252 bilhões em 2020. O dano também reflete em demissões, revisão de salários e a paralisação de 90% das frotas das principais companhias aéreas.

Comunicado oficial da Associação Internacional de Transportes

As companhias aéreas tiveram um papel crucial na crise do Coronavírus, movimentando-se ao lado do poder público para rever regras e facilitar o reembolso e remarcação de passagens.

Você conhece alguém que ainda precisa cancelar uma passagem por conta do Coronavírus? Nós podemos ajudar com possíveis soluções. 

Bem distante do cenário de crescimento esperado para 2020, cerca de 3 a 4%, a Organização Mundial de Turismo (OMT), contabiliza uma queda entre 20 e 30%. Ainda em seu comunicado, a órgão declara que os últimos cinco ou sete anos de crescimento do setor estão perdidos por conta da Covid-19.

Comunicado oficial da Organização Mundial de Turismo

No entanto, ainda há otimismo no meio disso tudo. O setor como um todo demonstra uma gama de esperança e resiliência para enfrentar os novos desafios. Em nota, o CEO do Skyscanner, buscador de viagens, avalia as inúmeras mudanças que vamos desbravar enquanto seres humanos, mas também destaca a importância de viajar como forma de criar memórias após um momento tão difícil.

CEO do Skyscanner deixa uma mensagem de esperança

Apesar de ser cedo para fazer avaliações aprofundadas, é importante estar ciente que só será seguro viajar novamente após a autorização dos órgãos competentes, como a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Além disso, existem outros fatores que vão influenciar o retorno das atividades turísticas, como medidas responsáveis para segurar a saúde dos passageiros, mudanças no mercado, incentivo através de promoções e venda de vouchers e, claro, a confiança dos consumidores no setor.

Qual meu próximo destino?

Não é absurdo começar a, pelo menos, planejar mentalmente sua próxima viagem. Isso é, inclusive, uma maneira positiva de pensar em um futuro que pode ser próximo.

Se você já está disposto para voltar a viajar no próximo semestre, com certeza já deve estar pensando: para onde vamos viajar?

Talvez seja muito prematuro para determinar os lugares exatos, mas o setor turístico com certeza tem algumas apostas.

De antemão, não tenha tanta pressa para renovar o passaporte. Desde o congelamento das entrevistas nas embaixadas, ainda não há previsão do retorno.

Além disso, existem algumas medidas a nível internacional que serão tomadas para garantir a saúde dos passageiros. Até lá, existem outras opções para você viajar.

Se você já está pensando quando vai voltar a viajar, a região nordeste tem se mostrado um destino desejado.

Nordeste é o destino preferido para viagens

Segundo pesquisa do Laboratório de Inteligência de Negócios e Viagens (TRVL LAB), a região foi apontada como opção favorita para a pós-quarentena.

Isso não quer dizer que você não pode e nem vai viajar. Até porque existe uma vastidão de destinos no Brasil e na América Latina para você conhecer.

Os voos domésticos são, inclusive, uma das apostas do setor. Não só pela segurança de evitar a exposição em aeroportos estrangeiros, mas também para fomentar a economia local e fortalecer as pequenas e médias empresas que foram impactadas pela crise do Coronavírus.

Em estudo feito pela Deloitte, espera-se que o turismo irá voltar aos poucos, respeitando uma ordem de prioridades, principalmente no atual cenário, onde as incertezas predominam.

Do estudo realizado, podemos destacar que o setor pós crise apresenta algumas hipóteses para quando vamos voltar a viajar:

  • Em junho teremos viagens de primeira necessidade, ou seja, viagens de trabalho e comerciais;
  • Fim de Julho a começo de Agosto: início do retorno do turismo doméstico;
  • Novembro: viagens para eventos populares e corporativos, como convenções e congressos;
  • Dezembro: retomada do turismo internacional.

De fato, setores que dependem da concentração de pessoas apresentam crescimento a longo prazo.

Até lá, muita coisa deve mudar para o turismo.

Não só no que diz respeito às operações de segurança sanitária nos aeroportos, mas o setor como um todo vai precisar se reinventar para garantir a confiança dos consumidores.

O que vai mudar?

Após uma crise sem precedentes na história, é claro que um dos setores mais afetados precisará fazer uma série de mudanças para passar pelo período pós-quarentena.

Para o consumidor voltar a viajar, existem desafios que que o turismo tem em vista, destacamos a necessidade da segurança sanitária e a importância de entender o consumidor para sobreviver.

Mais do que nunca, os aeroportos precisam mudar suas políticas severamente, principalmente para evitar a possibilidade de uma segunda onda do Covid-19.

Quanto ao consumidor, o cenário se apresenta exigente. Não é de hoje que o turismo passava por uma série de transformações, principalmente para as agências de turismo. 

Mais do que nunca é hora de se aprofundar nos interesses e perfil dos consumidores, o que irá ajudar na liquidez do setor. Isso pode acontecer de diversas formas, desde estar voltado para todas as iniciativas tomadas pelo governo, como incentivos de investimentos, até mesmo estratégias internas de marketing.

Para o marketing, é indispensável gastar energia com Marketing Digital, ferramenta crucial para chegar no consumidor antes da quarentena acabar.

Marketing Digital para agências de viagens: veja 7 estratégias para decolar sua agência

Ao mesmo tempo, agências com nichos definidos ou com serviço personalizado possuem a chance de se destacar pós crise, já que podem ser responsáveis por renovar o ânimo do consumidor.

Hora de arrumar a casa!

Diante das avaliações, a retomada do setor pode demorar e você também vai demorar alguns meses para voltar a viajar.

A verdade é que isso não só depende do fim da quarentena, mas também de uma série de esforços, e alguns deles já estão em vigor.

Antes do consumidor pensar em voltar a viajar, os órgãos competentes e as empresas do setor devem se movimentar para aprimorar suas operações e serviços.

Para além das recomendações para recuperar o setor, desde o estímulo financeiro até as formas que o marketing se comunicar com o consumidor. 

OMT lança conjunto de recomendações para recuperação do Turismo

Há também o interesse de parte do setor em investir na sustentabilidade e desenvolvimento sustentável, nicho turístico que vem crescendo nos últimos anos.

Outros esforços têm sua importância, como a iniciativa de empresas gigantes do setor, como a CVC, agora fazerem parte da plataforma Consumidor.gov.

Agora, a mediação entre consumidor e prestador de serviço pode ser feita de forma totalmente online.

Quer aprender a fazer uma reclamação no Consumidor.gov? Baixe nosso passo a passo gratuitamente.

A iniciativa representa um movimento importante do ponto de vista do consumidor e do mercado, já que as empresas estão percebendo a necessidade de facilitar sua comunicação com os consumidores.

Saiba mais sobre direitos do passageiro e casos possíveis de indenização

Em um panorama internacional, AirBnb, startup líder em experiências de hospedagem, também sofreu com o impacto da crise. Porém, comunicou que criou um fundo de US$ 250 milhões para custear 25% do faturamento de seus anfitriões.

Além disso, a startup irá focar em aprimorar seus processos, como focar na experiência do cliente.

Quer ficar por dentro dos direitos dos passageiros? Confere o nosso guia dos passageiros!  

Quando vamos voltar a viajar?

Apesar da seriedade da crise que estamos vivenciando, e vamos continuar por um período considerável, você pode sim pensar na sua próxima viagem.

Voltar a viajar ainda depende de fatores externos, mas os consumidores devem participar e estar atentos aos processos que levarão as decisões futuras. Como, por exemplo, cobrar fiscalização sanitária mais rigorosa e respeitar as orientações dos órgãos responsáveis.

Como ainda é cedo para arrumar as malas, você pode ficar por dentro das nossas dicas de como viajar dentro de casa. Alerta de spoiler: dá pra conhecer a Disney em casa!

E aí, já tá pensando quando vai voltar a viajar? Você pode planejar sua próxima aventura com nosso Checklist de Viagem. Acesse aqui.

Ou se prefere acompanhar outras postagens sobre a pandemia do Covid-19 , confira o nosso blog!